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Vila Velha

   

 

       Vila Velha foi fundada com o nome de Vila do Espírito Santo pelo português Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo que nela aportou em 23 de Maio de 1535. Foi sede da capitania até 1549, quando esta foi transferida para Vitória e o município passou a ter o nome atual. É o maior e mais antigo município do estado do Espírito Santo.

 

Possui uma área de 209 km² e uma população estimada em 398.068 habitantes (2007) , sendo o município mais populoso do estado (inclusive superando a capital) sendo a grande maioria da população residente na área urbana. Dista da capital do estado 5 km.  Seu litoral possui 32 quilômetros, sendo praticamente todo recortado de praias, as quais constituem importantes ícones turísticos e paisagísticos, como Itapoã, Praia da Costa e Itaparica.

 

Por ser a cidade mais antiga do Estado, possui construções do século XVI, o Convento da Penha e a Igreja do Rosário; do século XVII, o Forte de São Francisco Xavier e do século XIX, o Farol de Santa Luzia.

 

 

Pontos Turísticos

 

Convento da Penha

 

Localizado no bairro mais antigo do município, o Convento é uma das mais belas e antigas construções do Brasil Colonial e testemunho de grandes acontecimentos históricos e milagrosos. É o mais antigo santuário mariano do país. Localizado a 154 metros de altitude, foi construído sobre um rochedo em 1558 pelo frei Pedro Palácios. Do seu alto é possível avistar Vila Velha, Vitória e alguns municípios vizinhos. Nossa Senhora da Penha é padroeira do Espírito Santo. Em abril, se reúnem no convento fiéis de todo o país para celebrar a Festa da Penha. Conta a história, que o convento foi erguido depois que a imagem da padroeira, trazida de Portugal a pedido do Irmão Frei Pedro Palácios, sumira e fora encontrada pelos índios no alto do rochedo. Como o fato se repetira, o frade franciscano Pedro Palácios resolveu construí-lo sobre a enorme rocha de difícil acesso. Hoje é possível fazer grande parte do percurso de carro, mas existe uma relativamente confortável trilha calçada com pedras, para fiéis que costumam pagar suas promessas ou simplesmente para adeptos da subida completa a pé. Na base do convento são encontradas lanchonetes, lojas de suvenires, transporte para subida e descida, e telescópios que permitem enxergar melhor todo o litoral de Vitória. O acessos pelo caminho de pedras rústicas margeia resquícios originais da Mata Atlântica, com diversas espécies de plantas e animais silvestres.

 

O Convento possui em seu acervo a tela de Nossa Senhora das Alegrias, trazida da Escola Ibérica do início do século XVI pelo Frei Pedro Palácios, é uma pintura a óleo de autor desconhecido tida como a mais antiga existente em solo americano. Há também murais de Benedito Calixto.

 

Gruta do Frei Pedro Palácios

 

É um vão formado pela natureza no monte onde fica o Convento da Penha. Segundo alguns historiadores, foi a primeira residência do frei Pedro Palácios. Ao lado da gruta, sobre uma pequena pedra, há uma imagem de Nossa Senhora da Penha.

 

Sítio Histórico da Prainha

 

Complexo que agrega pontos históricos com novas construções levantadas sobre a região aterrada do município. Ali se encontram o 38º Batalhão de Infantaria, a Escola de Aprendizes Marinheiros, o Forte Piratininga, o Museu Homero Massena, a Igreja Nossa Senhora do Rosário, o obelisco a Vasco Fernandes Coutinho e a Praça da Bandeira e o Museu Etnográfico conhecido como Casa da Memória, que possui documentos valiosos sobre a colonização do município, pode ser visitado diariamente.

 

Igreja Nossa Senhora do Rosário

 

Construída em 1573, é a igreja mais antiga do estado e a quarta mais antiga do país. Ao seu lado, palmeiras imperiais emolduram o ambiente. Sua fachada, reconstruída no século XVIII, exibe o brasão de Portugal.

 

Igreja Nossa Senhora da Glória

 

Localiza-se na Barra do Jucu e foi construída entre 1900 e 1913. Edificada em alvenaria de pedra no estilo gótico, a igreja recebeu cobertura de telhas em duas águas, sendo mais alta na nave principal, dotada de forração de madeira e piso de ladrilho cerâmico.

 

Ponte da Madalena

 

Construída em 1896, liga a reserva de Jacarenema à Barra do Jucu. Seu nome é em homenagem à Banda de Congo da Barra do Jucu, que ficou famosa pela música "Madalena". A ponte passou por um processo de restauração recentemente, tornando-se o novo portão de entrada para a Reserva Ecológica de Jacarenema, que guarda uma rica diversidade de vegetação nativa do Espírito Santo. A reserva é conhecida como Reserva Ecológica Estadual de Jacarenema, conforme Decreto Municipal N º 056/83.

 

Museu Ferroviário

 

A antiga Estação Pedro Nolasco, construída em 1927, reúne um rico acervo no qual sobressaem a velha maria-fumaça, o vagão de madeira, o trólei, o telégrafo, o quepe do agente, fotografias.

 

Morro do Moreno

 

Tem 274 metros de altura, conta com local para pesca, rampa para vôo livre, fonte com água mineral, mirantes naturais, com espessa mata virgem à volta; possui três vias de escalada: duas de frente para a Terceira Ponte e uma de frente para a Praia da Costa. Orlado por uma vegetação remanescente de Mata Atlântica, rica em fauna e flora, onde muitas pessoas vão lá para tirar fotos ou fazer piqueniques. .

 

Farol de Santa Luzia

 

Construído em 1870, fica no final da Praia da Costa. Mede 12 metros de altura, com 9 m² de base. Sua luz, produzida por lâmpada de 3000watts, atinge 17 milhas marítimas.

Praias

                                                                               Praia da Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Praia de Itaparica

 

Cercada por quiosques, concentra inúmeras promoções de fim de semana. É reta e propícia para a prática do surf. Um recanto encantador, de pequena extensão. Dista 5 quilômetros do centro.É a praia mais frequentada pelos capixabas e canelas-verdes.

 

Balneário Barra do Jucu

 

Barra do Jucu é um pequeno balneário, ainda tranqüilo, localizado a 15 quilômetros do centro. Antiga vila de pescadores, guarda até hoje as características de vila. Fica próxima à foz do Rio Jucu, onde nos fins de tarde a atração é a revoada das garças boiadeiras. Possui inúmeras praias, muito freqüentadas por surfistas e pelo pessoal que gosta desse esporte. No local acontecem campeonatos de surf, alguns deles de nível nacional. Apesar disso, durante quase todo o tempo, o lugar é calmo, e suas praias são procuradas por quem quer sossego. Na época do carnaval a região perde sua característica tranquila e torna-se um dos lugares mais procurados pelos foliões do estado. Suas estreitas ruas ainda sem calçamento encantam os visitantes e à noite o lugar se torna um ponto de encontro de boêmios.

 

Balneário Ponta da Fruta

 

Composto de boas praias, lagoas de água doce e restaurantes. É um lugar tranqüilo, com belos recantos, praias com águas agitadas e areia grossa. Na primeira lua cheia do mês de setembro é comemorada a Prima-Fruta. Possui excelentes pousadas, áreas de camping e de lazer.

 

 

Divisão territorial

 

O município de Vila Velha é formado por 5 distritos, são eles: Vila Velha, Argolas, Ibes, Jucu e São Torquato.

 

Essa divisão é válida desde 01/01/1979, após a anexação dos distritos de Ibes e São Torquato ao município de Vila Velha (lei estadual nº 1935, de 08-01-1964).

 

 

Cultura

 

Museu Homero Massena

Funciona na casa onde morou por 23 anos o pintor mineiro que se fixou em terra capixaba. Um dos mais ilustres pintores do Estado.. Este museu foi tombado pelo patrimônio histórico do Espírito Santo. Em seu acervo, vários objetos pessoais do artista. Na Av. Beira Mar, 273, Prainha de Vila Velha.

 

Teatro Municipal Hélio Viana

 

Antiga Sede da Prefeitura, reformada em 1992, tem capacidade para 322 pessoas, incluindo 10 camarotes.

 

Economia

 

Porto de Vila Velha

 

Até 1995, chamava-se Cais de Capuaba. O porto recebe embarcações de vários países e atrai um fluxo de comercialização para o Espírito Santo.

 

 

Por que "Canela-Verde"?

No início da colonização capixaba surgiu o apelido canela-verde. A versão mais aceita é de que o apelido foi criado pelos índios para os primeiros colonizadores, porque existia uma grande quantidade de algas marinhas na costa capixaba que manchava as calças e a canela dos portugueses quando desembarcavam. Há quem diga também que o apelido pode ter origem pelo costume português de se usar meias longas verdes.

 

 

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Toda iluminada e calçada, com quiosques onde se pode tomar uma cerveja gelada e comer uns tira-gostos. Fica a apenas 3 quilômetros do centro da cidade. No verão é movimentada dia e noite. É uma das praias freqüentadas pelos Canelas-Verdes, denominação dada aos moradores de Vila Velha.