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Bate Coxa
Esta dança alagoana, de influência negra, não existe em outros estados brasileiros, atualmente. Em Piaçabuçu é praticada exclusivamente por negros, tanto no passado, como no presente. Os dois disputantes, sem camisa, só de calção, aproximam-se e colocam peito com peito, apoiando-se mais nos ombros. Ambos afastam a coxa o mais que podem e chocam-se num golpe rápido. Depois da batida da coxa direita com a direita, repetem á esquerda chocando bruscamente. A dança prossegue até que um dos dois desista e se de por vencido.
Se um dos dois levar urna queda, após a batida, é considerado perdedor. Ás vezes combinam ou sorteiam quem vai começar a dança, dando a primeira batida de coxa. E o grupo continua cantando, acompanhado por um tocador de ganzá (reco-reco).
Capoeira
Um dos principais elementos da cultura negra no Brasil, a capoeira é dançada ao som do berimbau ou de instrumentos de percussão, como pandeiros, atabaques, ganzás e caxixis. A capoeira, como técnica de ataque e defesa corporal, foi introduzida no Brasil pelos escravos bantos, originários de Angola. Os escravos a praticavam em segredo, simulando uma dança, ao som de cantos rituais e diversos instrumentos. A capoeira possui duas modalidades, a angola e o regional, mas ambas utilizam golpes com os pés, pernas, mãos e cabeça.
Cateretê
Dança folclórica brasileira, de origem indígena, acompanhada por violas e executada por duas fileiras de homens (às vezes, as mulheres também participam), que sapateiam, batem palmas, trocam de lugares e andam em círculo. É típica na região sul e nos estados de Goiás e Minas Gerais, sendo também chamada de catira.
Chula
Dança-desafio, de origem portuguesa, caracterizada pela disputa. Uma vara de aproximadamente quatro metros de comprimento é colocada no chão e em cada extremidade posta-se um dançarino. Ao som da música ligeira, o dançarino executa uma complicada coreografia que deve ser repetida pelo companheiro.
Congada
Dança folclórica brasileira, com elementos originários da África e da península Ibérica. Tambores, caixas, pandeiros, reco-recos, cuícas, triângulos, apitos, chocalhos, sanfonas, violas e violinos são os instrumentos que acompanham os passos da congada. A dança é organizada sempre com base em uma história, com momentos tristes, delicados e cenas de guerra. Os participantes trajam rica e colorida indumentária, representando guerreiros, embaixadores, nobres e fidalgos.
Dança da Fita
Comum no Estado de Santa Catarina, a Dança da Fita é desenvolvida da seguinte maneira: é colocado no centro um mastro chamado pau-de-fita de aproximadamente 3m de altura com doze fitas (duas vermelhas, duas verdes, duas amarelas, duas azuis, duas rosas e duas azul marinho). Ao lado do mastro, formam-se duas filas, do lado direito os homens e do esquerdo as mulheres. Na cabeceira das duas filas fica o mestre e num sinal feito através do apito tem início a dança. O primeiro movimento é conhecido como preparação da terra para o plantio da árvore. No segundo movimento os dançadores cruzam as fitas, que significa a escolha da semente. No terceiro movimento inicia-se a semeadura. No quarto já se percebem as tranças formadas em um total de cinco trançados diferentes que simbolizam as raízes. Quando o mastro fica totalmente coberto pelas tranças, os adultos são substituídos pelas crianças que irão realizar a destrança. As crianças simbolizam as folhas da árvore. Quando termina o movimento executado pelas crianças o mastro é transformado simbolicamente em belíssima árvore, sendo este o final da dança. A Dança da Fita também é conhecida como Baile de Cordon, Carxofa, Magrana e Baile de Gitanas (Portugal), Danza de las Fitas (Cataluña, Espanha). Dança de los Mineros (Peru), Dança de los Matachines (Colômbia), Dança de las Listones (Argentina) e Dança de las Cintas (Venezuela).
Dança do Siriá
Uma das manifestações coreográficas mais belas do Pará. Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos. Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a idéia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam cafezá para plantação de café, arrozá para plantação de arroz, canaviá para a plantação de cana, passaram a chamar de siriá, para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário.
Jongo
Dança de origem africana, participam homens e mulheres, onde o Canto também tem papel importante. A música serve para facilitar e coordenar os movimentos. Os instrumentos usados são os de percussão. Tambu, candongueiro, biritador (atabaques de couro) e angóia (uma espécie de chocalho). Sobrevive em poucos lugares do Brasil, onde houve maior concentração de população negra escrava. Negros vindos de Angola (África). Uma das mais ricas heranças da cultura negra presente em nosso folclore. O jongo formou-se nas terras por onde andou o café. Surgiu na Baixada Fluminense, subiu a Mantiqueira. Persiste na zona do Paraíba do Sul, Paraibuna e Paraitinga. Entrou pela Zona da Mata mineira. Lá é conhecida por "caxambu". Esse nome é dado também ao principal instrumento, um atabaque grande. Uma dança que aparece em outros Estados brasileiros. Como em Goiás e Espírito Santo. Mas com outras danças e cerimônias. Os casais se apresentam, o dançador fica em frente a sua dama. Ela segura saia delicadamente, sem sair do lugar. Com meneios e requebros a mulher acompanha galanteios do cavalheiro. Outros casais se aproximam, dançando. O primeiro par se afasta balançando o corpo, sem dar umbigadas como no batuque paulista.
Pezinho
O gaúcho dança o pezinho com bota e espora chilena, Bombacha, Guaiaca e Faca. O chapéu repousa nas costas. Lenço de seda no pescoço. Este é o traje típico do campeiro. A mulher ("a prenda ") não tinha traje típico para festividades, assim o inventaram: Saia longa, rodada, cheia de babados, tranças e flor no cabelo.
Samba de Matuto
Dança de cortejo, sem enredo ou drama, na qual as cantigas dançadas fazem referência a Santos católicos, a espíritos das religiões afro-brasileiras e as do cotidiano. Possui nítida identificação com os terreiros de xangô. Antes de cada apresentação, o mestre acende três pontos de velas para que os orixás permitam o bom andamento do folguedo.
Xote Bragantino
O "Xote" (Schotinch) tem sua origem na mais famosa dança folclórica da Escócia na segunda metade do século XIX. Aos poucos foi conquistando a Europa. Na Alemanha ganhou um ritmo valsado pela influência da Valsa Vienense. Na Inglaterra a dança era saltitante. Já na França os passos ganharam ritmo semi- clássico, com um andamento um tanto mais lento que o atual. Talvez por causa da indumentária feminina que, naquela época, dificultava os movimentos rápidos. Trazida para o Brasil pelos colonizadores, despertou, desde o início, um grande interesse no povo brasileiro que, por sua vez, também fez seus acréscimos. No Estado do Pará os portugueses cultivavam o chote com bastante entusiasmo em todas as reuniões festivas assistidas de longe pelos escravos africanos. A dança foi aproveitada, de fato, pelos negros em 1798, quando eles fundaram a Irmandade de São Benedito, no município de Bragança, que deu origem à Marujada. Outras danças de origem européia também vieram formar o novo ritmo, mas é no "Xote" que está o maior interesse do povo bragantino nas apresentações públicas da "Marujada". A dança é executada repetidas vezes, valendo acrescentar que até mesmo os jovens bragantinos preferem o "Xote" a qualquer outra dança popular.
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