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Dividindo entre si o Mundo, Portugueses e Espanhóis lançaram-se numa epopéia gigantesca, navegando por mares nunca dantes navegados, descobrindo novas terras e novas gentes.
Assim, estando numa posição geográfica privilegiada devido à sua relação com o mar, Portugal e Espanha foram os vetores de uma vontade de toda a Humanidade
A CONQUISTA DOS OCEÂNOS
A bordo das suas naus, Castelhanos e Lusos partilharam a mesma fé, os mesmos medos , as mesmas tristezas e alegrias. Estes aventureiros lutaram , sofreram e morreram a serviço da sua Pátria e do seu Rei.
O inicio dos descobrimentos
Ao longo do século XIV a Europa vive uma época de tempos difíceis. Por toda a parte alastrou a peste e uma guerra que durou 100 anos. O caos era total, a população era dizimada pela fome, batalhas e epidemias.
Em Portugal o fim da revolta social e da guerra com Castela criaram condições para a expansão marítima pelo atlântico, em busca de novas rotas, comércio e muitas aventuras.
Na verdade a Europa tinha-se adaptado aos padrões de conforto que haviam sido trazidos do Oriente. A pimenta , a canela, os frutos (figos, tâmaras etc.) eram muito procurados. As tapeçarias substituíam em definitivo a palha e os juncos até aí utilizados.
A conquista de Celta parecia uma boa oportunidade para os portugueses dominarem as rotas comerciais do Oriente.
Mas esta conquista não foi o sucesso esperado, pois os Árabes mudaram as rotas comerciais e os Portugueses necessitaram uma vez mais de procurar novos mercados.
A atração pelo dinheiro e o interesse nos novos "mundos " crescia rapidamente e o Infante D. Henrique foi incumbido de reorganizar a marinha mercante. Era o grande passo para os descobrimentos.
Vivia-se um período de euforia e obsessão pela descoberta, com um enorme interesse por tudo o que estivesse relacionado com a navegação.
Estavam preparados para a grande odisséia dos descobrimentos que se iria iniciar em breve.
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