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Literatura de Cordel |
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Zé da Luz |
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A Cacimba |
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Autores |
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Tá vendo aquela cacimba lá na bêra do riacho, im riba da ribanceira, qui fica, assim, pru dibáxo de um pé de tamarinêra.
Pois, um magóte de môça quage toda manhanzinha, foima, assim, aquela tuia, na bêra da cacimbinha prá tumar banho de cuia.
Eu não sei pru quê razão, as águas dessa nacente, as águas que ali se vê, tem um gosto diferente das cacimbas de bêbê...
As águas da cacimbinha tem um gôsto mais mió. Nem sargada, nem insôça... Tem um gostim do suó do suvaco déssas môça...
Quando eu vejo éssa cacimba, qui inspio a minha cara e a cara torno a inspiá, naquelas águas quiláras, Pego logo a desejá...
... Desejo, prá quê negá? Desejo ser um caçote, cum dois óio dêsse tamanho Prá ver aquele magóte de môça tumando banho!
Zé da Luz.
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