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Domingos Afonso Mafrense
Colonizador do Piauí
O primeiro navegante que entrou em contato com o Piauí após o descobrimento do Brasil foi Nicolau de Rezende. Durante muito tempo após o descobrimento, o Piauí ficou em completo esquecimento. Só mais tarde é que um bandeirante paulista, Domingos Jorge Velho, penetrou em terras piauienses. Ele desbravou o território, cultivou a terra, construiu currais e criou gado, mas logo continuou o seu caminho desbravando novas regiões. Foi ele quem deu a atual denominação de Parnaíba ao rio que antes era conhecido como o Rio Grande dos Tapuais, Pará ou Punaré. Pouco depois da passagem de Domingos Jorge Velho pelo território do Piauí, Domingos Afonso Mafrense, e o colonizador do nosso Estado. Mafrense instalou a fazenda Cabrobó, na qual residiu por algum tempo. Logo depois se formou um povoado próximo a uma fazenda. Com o desenvolvimento da lavoura e da criação de gado, o povoado desenvolveu-se e foi elevado a categoria de Vila, com o nome de Mocha. Mais tarde passou a condição de cidade, com o nome de Oeiras. Logo após a criação da Vila do Mocha foram criadas no Piauí as seguintes vilas: Parnaguá, Jerumenha, Campo Maior, São João da Parnaíba (atual cidade de Parnaíba), Marvão (atual cidade de Castelo do Piauí) e Valença. Estas vilas possuíam casas, fazenda de gado e escravos. Foram instaladas pelo governador João Pereira Caldas, que se faziam acompanhar do Dr. José Luís Duarte Freire (Ouvidor Geral) e do Desembargador Francisco Marcelino Gouveia. A História nos mostra que, no Piauí, desde a colonização até hoje, a maioria de cidades nasceu de fazendas que se desenvolveram e aumentaram sua população a partir da construção de capela. |
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