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Fatos Históricos

   

       O nome do Estado de Roraima origina-se das palavras roro, rora, que significa verde, e ímã, que quer dizer serra, monte, no idioma indígena ianomâmi, formando serra verde, que reflete o tipo de paisagem natural encontrada na região.

Século XVIII - Seus povoados começaram a se instalar, após o extermínio de grande número de indígenas.

1858 - O Governo Federal criou a freguesia de Nossa Senhora do Carmo, transformada no município de Boa Vista do Rio Branco, em 1890.

1943 - Criação do Território Federal do Rio Branco, cuja área foi desmembrada do Estado do Amazonas.

1962 - Passou a chamar-se Território Federal de Roraima.

1988 - Com a Promulgação da nova Constituição do País, o Território foi transformado em Estado da Federação.

 

 

 

 

            No século XVI iniciam-se os contatos de espanhóis, holandeses e ingleses com as terras de Roraima.

 

           Os primeiros registros portugueses são de 1.639, quando o navegador Pedro Teixeira encontrou o Rio Negro no Estado do Amazonas e obteve as primeiras notícias do Rio Branco.

 

           Até a década de 40 deste século, Roraima fazia parte do Estado do Amazonas, passando em 1943 à condição de Território Federal. Já em 1988, Roraima passa a ser um dos mais novos estados da federação brasileira.

 

           Roraima é um lugar de grande biodiversidade, composto por paisagens distintas.

Ao sul predomina a Floresta Amazônica,

ao norte os campos gerais e o planalto das guianas.

 

"É um lugar singular na Amazônia.

Localizado no fim e no começo do Brasil, dependendo de onde você vier.

Uma saída ou uma entrada.

A porta do Brasil para o hemisfério Norte".

 

 

 

 Pelo rio Branco chegaram os primeiros colonizadores portugueses. Mas o vale do rio Branco sempre foi cobiçado por ingleses e holandeses, através da Guiana que aqui estiveram em busca de índios. Os espanhóis pelo território da atual Venezuela também chegaram a invadir a parte norte do rio Branco e no rio Uraricoera. Os portugueses derrotaram e expulsaram todos os invasores e estabeleceram a soberania de Portugal sobre a região.

           A construção do Forte São Joaquim na confluência dos rios Uraricoiera e Tacutu, em 1775 foi um marco decisivo na conquista do rio Branco pelos portugueses. A decisão para construir o Forte São Joaquim, hoje destruído, foi tomada para que, a partir do Forte, os portugueses pudessem enfrentar a cobiça internacional e assegurar a soberania de Portugal sobre as terras do vale do Rio Branco.

 

 

 

          Após o domínio na região, os portugueses partiram para a criação de povoados reunindo os próprios índios da região. Foram criados: Senhora da Conceição e Santo Antônio (no rio Uraricoera), São Felipe (no rio Tacutu) e Nossa Senhora do Carmo e Santa Bárbara (no rio Branco). Os índios não se sujeitaram às condições impostas pelos portugueses aos povoados. Assim, esses não se desenvolveram.

           Em 1789, o comandante Manuel da Gama Lobo D'Almada, para garantir a presença do homem, dito civilizado nos campos naturais do rio Branco, introduziu o gado bovino e eqüino. Inicialmente na fazenda São Bento, no Uraricoera, depois na fazenda São José, no Tacutu e na fazenda São Marcos, em 1799. Esta ainda hoje existe, pertence aos índios e está localizada em frente ao local onde existia o Forte São Joaquim.

 

 

 

 

           Quem mais atentou contra a soberania portuguesa na região foram os ingleses. Entre 1810 e 1811, militares ingleses penetraram na região, mas foram impedidos de prosseguirem com o trabalho de penetração pelo comandante do Forte São Joaquim. Com as muitas invasões inglesas, foi decidido demarcar a nova fronteira entre o Brasil e a Guiana.

           A colonização do Rio Branco, foi dividido em quatro períodos:

Da "descoberta" do rio Branco, em 1750, até o inicio do século XIX;

Do inicio do século XIX, até a criação do município de Boa Vista, em 1890;

Da criação do município de Boa Vista, em 1890, até a criação do Território Federal do Rio Branco;

Da criação do Território Federal aos dias atuais.

 

 

 

Fonte: FREITAS, Luiz Aimberê Soares  - Estudos Sociais de Roraima (Geografia e História).

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