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O Tocantins, estado mais novo da nação, é apresentado por seus gestores como uma terra nova, de novas possibilidades e oportunidades, atrativa para migrantes e propícia ao aporte de novos investimentos com uma série de incentivos fiscais: a economia tocantinense está assentada em um agressivo modelo expansionista de agro exportações e é marcada por seguidos recordes de hiper-superávits primários: cerca de 89% de sua pauta de exportação é puramente soja em grão, cerca de 10% é carne bovina e 1% outros.
Em 2005, Tocantins exportou 158,7 milhões de dólares e importou apenas 14,3 milhões. Sua indústria é principalmente a agroindústria, centralizada em cinco distritos instalados em quatro cidades-pólo: Palmas, Gurupi, Araguaína e Porto Nacional. Sua ainda pequena indústria é apenas para consumo próprio, principalmente para conter evasão de capitais.
Boa parte de suas importações é de maquinário, material de construção, ferro e pequenas aeronaves, produtos que representam a base de um expansionismo econômico. Não se observa a importação de produtos produtíveis em solo estadual: o que já representa uma grande contenção de evasão econômica, garantindo um ainda maior superávit na balança comercial, retendo mais divisas dentro do estado.
Porém, o que efetivamente sustenta a maioria das prefeituras tocantinenses é a injeção de verbas federais em seus respectivos orçamentos, principalmente através do FPM – Fundo de Participação dos Municípios. Em outras palavras: o estado recebe mais do que paga ao governo federal, ao contrário de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, enfim: uma importante ajuda à economia estadual.
No setor terciário (comércio e serviços) suas principais atividades estão concentradas na capital Palmas e também nas cidades às beiras da rodovia Belém-Brasília. Faz-se importante frisar a relevância dessa rodovia para Tocantins, que corta o estado de norte a sul e que possibilita um melhor desempenho no crescimento econômico das cidades localizadas nas suas margens, modelo de entreposto de transportes rodoviários e de pequenos serviços a viajantes. Além, claro, de facilitar muito o escoamento de sua produção para outros estados e para portos no litoral.
Observa-se então uma economia altamente dependente do setor primário e de verbas exógenas, que com sucesso consegue reter capitais com sua pequena indústria (reduzindo a necessidade de importações), uma população com renda per capita relativamente baixa, uma potência agrícola em expansão com um PIB cada vez maior e com deficiências principalmente no setor secundário (indústrias) e posteriormente no setor urbano.
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